BLOGS SELOS E ARTISTAS CONTRA O GOLPE

O último post que fiz sobre política aqui foi traçando um paralelo entre as eleições de 2014 e a vida de Tina Turner, mas chega um momento em que fica impossível não voltar nesse assunto, principalmente considerando o momento surreal que a política, sociedade e país se encontram. Uma comissão de réus julgando um impeachment absurdo, com parte da população batendo panela alimentada por uma mídia determinada a derrubar o atual Governo. Enquanto isso, o governador do Estado de SP taca bomba em estudante que pede para não fechar escola, e está tudo bem no mar da indignação seletiva.

E foi na tarde de ontem que o Fernando Augusto Lopes, do Floga-se, publicou um editorial  contra o golpe (gnt, impeachment sem crime é golpe de Estado), o que serviu de estopim pro pessoal de diversos blogs de música, cultura, selos, começar a se movimentar na madrugada mesmo, e criar o Manifesto: Blogs, Selos e Artistas Contra o Golpe. Em um curto período já éramos dezenas assinando e deixando devidamente registrado, em uma época tão delicada, aquilo que concordamos e acreditamos para levar aos nossos leitores e amigos.

Leia o Manifesto aqui: http://bit.ly/1S7vv3M

Blogs, artistas e selos podem pedir sua inclusão no Manifesto através da área de comentários do link acima.

ASSINAM O MANIFESTO

– A Casa de Vidro – http://www.acasadevidro
– A Escotilha – http://www.aescotilha.com.br
– Alambradas – https://www.facebook.com/alambradasmusic
– Altnewspaper – http://altnewspaper.com/
– andreLRmendes – http://www.andreLRmendes.com.br
– Calbuque – http://www.calbuque.com/
– Centro Cultural DoSol – http://dosol.com.br/
– Coisa Pop – http://www.coisapop.com.br/
– Containers – https://www.facebook.com/containersbanda/
– Crush Em Hi-Fi – http://crushemhifi.com.br/
– El Cabong – http://www.elcabong.com.br/
– Faixa Título – http://tmd.qa/faixatitulo
– Filmes Do Chico – http://filmesdochico.uol.com.br/
– FireFriend – http://www.firefriend.com/
– Fita Bruta – http://fitabruta.com.br/
– Floga-se – http://www.botequimdeideias.com.br/flogase
– Fusa Records – http://www.fusarecs.com
– Gangrena Diário – http://gangrenadiario.blogspot.com.br/
– Giallos – https://giallos.bandcamp.com/
– Hits Perdidos – https://hitsperdidos.wordpress.com/
– Hominis Canidae – http://www.hominiscanidae.org/
– Honey Bomb Records – http://www.honeybombrecords.com.br/
– It Pop – http://www.portalitpop.com/
– La Carne – http://www.lacarne.com.br
– La Cumbuca – http://www.lacumbuca.com
– Lucas Santtana – https://www.facebook.com/lucas.santtana.official
– Midsummer Madness – http://mmrecords.com.br/
– Miniver – http://crimideia.com.br/miniver/
– Miojo Indie – http://miojoindie.com.br/
– Mono.Tune Records – http://monotunerecords.com/
– Move That Jukebox – http://movethatjukebox.com/
– Música de Menina – https://musicademenina.com.br
– Música Paraense – https://www.facebook.com/musicaparaense
– Na Mira do Groove – http://namiradogroove.com.br/
– Nada Pop – http://nadapop.com.br/
– New Yeah Musica – http://www.newyeahmusica.com/
– O Bosque/Woodland – http://woodland.blogspot.com.br/
– O Inimigo – http://www.oinimigo.com/
– Outro Indie /REC – http://outroindie.com/
– Outros Críticos – http://outroscriticos.com/
– Ouvindo Antes de Morrer – http://www.ouvindoantesdemorrer.com.br/
– Overdrive Records – http://www.overdriverecords.org
– Pequenos Clássicos Perdidos – https://pequenosclassicosperdidos.com.br
– Polidoro Discos  – https://polidorodiscos.bandcamp.com/
– Portal Senhor F – http://portal.senhorf.com.br/
– Programa CAMBIO: Marcus Losanoff  – http://www.radiograviola.com/
– Recife Rock – http://www.reciferock.com/
– Revista Movin Up – http://revistamovinup.com/
– Revista do Som – http://www.revistasom.com.br
– Revista O Grito – http://revistaogrito.ne10.uol.com.br/page/
– Rock em Geral – http://www.rockemgeral.com.br/
– RockinPress – http://www.rockinpress.com.br/
– Scream & Yell – http://screamyell.com.br/site/
– Senhor F Discos – http://www.senhorf.com.br/
– Sétimo Volume – http://setimovolume.com/
– Sinewave Label – http://sinewave.com.br/
– Sobre Música – https://alpn00.wordpress.com/
– Tatá Aeroplano – http://www.tataaeroplano.com/site/
– The Blog That Celebrates itself – theblogthatcelebratesitself.blogspot.com.br
– Trabalho Sujo – http://trabalhosujo.com.br/
– Urbanaque – http://urbanaque.com.br/
– Versão Brasileira – https://berisrilton.wordpress.com/
– Wado – http://wado.com.br/

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This is not a goodbye post.

Considerando a frequência dos últimos posts sei que dá até medo de ler um título desses, mas calma. Eu disse que ia dar na cara de 2016, e já comecei. 

Parte disso foi juntar TODO conteúdo que produzo em um site só para que as pessoas não precisem ficar indo de link em link atrás de rádio, vídeo, tumblr, menina, milhares de colunas, parcerias, etc.

Tá tudo lá, no www.debbiehell.com.br . Aliás, o Música de Menina tem um cantinho só dele, aqui, com três posts inéditos esperando as rainhas irem lá, para serem lidos.

E no final das contas, fica bem mais legal pra vocês que vão ter um monte de conteúdo sempre, por todos os lados, e eu não vou ter que ficar aqui começando todo santo post pedindo desculpas por ter nascido por demorar tanto pra escrever.

Então, para as 20 mil pessoas ( <3 ) que já passaram por aqui ao longo desse tempinho, por gentiliza, dirijam-se ao www.debbiehell.com.br e salvem nos seus favoritos/feeds.

A partir de agora nos encontramos lá e já aviso: esse é só o começo >;)

 

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Um fucking curso sobre mulheres na música <3

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E aí que a Atena Haus, que é tipo um Netflix com vários cursos, me chamou pra dar uma aula sobre mulheres incríveis que foram importantíssimas e fizeram história na música.

E aí, razoável que sou, fui pesquisar na Grécia Antiga, passei pela Idade Média, dei um pulinho rápido na era Colonial e destrinchei o século passado.

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Desde a primeira guitarrista de estúdio que influenciou Elvis e essa baciada de roquero toda, até a primeira pessoa a ter coragem a cantar uma música de direitos civis, passando pela primeira mulher a fundar e dirigir uma gravadora (Joan Jett, no caso), o curso aborda vários gêneros musicais, épocas e mulheres que foram cruciais na história e continuam sendo incríveis até hoje.

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Então clica aqui, se inscreve nas parada e se prepara pra morrer de orgulho dessas maravilhosas e se inspirar pra fazer história também. <3

E, pra provar que eu não tô tendo um surto de delírio de grandeza, olha o vídeo educado que fiz chamando a glr – que ainda não conhece meu ~jeitinho~ especial – pro curso:

Certo, todos prontos pra aula?

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Então, mais uma vez, é só clicar aqui –> http://bit.ly/203UbxH <— e se inscreve naAtena pra descobrir um monte de coisa incrível <3

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2016, nem começa cas escrotice!

Acho que agora que todo mundo já fez suas reflexões, agradecimentos, falaram como 2015 foi um ano maldito, definiram suas metas para 2016 e leram Susan Miller, posso -tentar- escrever essa merda de post.

Primeiro, sejamos sinceros:

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Admito.

Também confesso que me despedi do ano de uma forma meio extrema.

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Também andei sendo EXTREMAMENTE NEGLIGENTE com o blog, o tumblr, o canal do youtube e as caralha tudo, mas antes de julgar:

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A gente passa por umas fases meio escrotas na vida. Umas mais que as outras, outras mais longas que as outras. E algumas vezes elas fazem O FAVOR DE COINCIDIREM.

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Aí você não consegue escrever direito, fazer as coisas que fazia num estalo, cumprir prazos, metas, ter aquelas ideias incríveis que vinham numa chuveirada, tudo fica mais difícil, aliás, você começa a odiar tudo.

Bem, odiar aqui foi um eufemismo. Você quer mesmo que os outros se fodam. Que o mundo acabe. Você quer misturar lixo reciclado da firma com lixo orgânico pra se vingar do seu chefe ecologicamente correto, você quer gritar com pessoas que vestem crianças de dois anos com roupinhas sociais no shopping, você quer descer de biquini, casaco de pele e botas de cowboy pra reunião de condomínio.

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Parece engraçado, mas é um problema viver com essas vontades -que em geral, terminam em cadeia- 24/7.

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Meu ponto é: eu.estou.cansada.

Sério, façam uma rolagem (PFVR, NÃO) dos últimos posts, e verão que é all about omg como eu sofro, não consigo escrever, desculpe por existir, juro que vou melhorar etc.

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Tá, eu sei que é começo de ano e a tendência é a gente ficar otimista, novos ciclos etc. Mas já estou fazendo as caralha tudo diferente. E vocês que me aguardem. Porque eu tô de saco cheio dessa merda.

Até logo.

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Tchau, 2015

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esse ano não vai ter post de retrospectiva.

nem de expectativas pro ano que vem.

nem letra maiúsculas.

eu juro que queria que aqui fosse um espaço mais decente, mas isso inclui ser uma pessoa melhor, o que sabemos que é algo que está absolutamente fora de questão :(

se ajuda, tem essa playlist que realmente faz me sentir  melhor. http://spoti.fi/22qGZqI

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A gente nunca foi tão amiga como hoje :)

Lá pelo final de Setembro, começo de Outubro, fui convidada pela cantora Zá Coelho para participar de um clipe muito forte. A ideia era reunir mulheres totalmente diferentes em seus corpos, mundos e personalidades, para ficarem nuas para a música “Toda Boa”, que fala sobre machismo, violência contra a mulher, e o lance de não ouvir mais merda calada.

Toda Boa

Faz um tempo, tô pra te contar
Já percebi esse seu jeito de me olhar
Tua vontade é me assustar
E sei que esse poder te faz vibrar

Mas tô aqui toda boa
Ando, piso forte, estufo o peito
enfrento a merda que você vomita
e faço do meu jeito

Ei lindeza, vem cá, ninguém aqui vai abaixar a cabeça
Enquanto você mede a saia, não vou deixar que você se esqueça
Que meu corpo é minha voz, eu não fui feita pra ser possuída
Foi-se o tempo que você se apoderava da minha vida

Você sussurra em mim como se eu fosse sua
e grita me dizendo como eu devo ser
Que mulher que se preze não anda feito puta
e que eu só apanhei porque eu fiz por merecer

Nossa força só vai crescer
Não vai adiantar tentar nos ofender
O que resta agora é nosso poder
Abre o caminho que a gente cansou de obedecer

Lançado no dia 08 de outubro, não entendi até agora porque nunca divulguei direito ou escrevi sobre esse trabalho tão incrível que tive a honra de participar.

Provavelmente por eu não ser da turma dos nude e ter um problema sério em relação a tirar a roupa (só deus sabe o drama que é ir numa praia).

E não é questão de vergonha, crise com gordura, celulite, etc. É uma sensação de vulnerabilidade fora do comum que tive que vencer pra fazer parte desse time de garotas maravilhosas.

Não cabe aqui abrir minhas questões e nem é esse o propósito do texto, mas acho que não existe hora melhor pra divulgar essa música e união das garotas.

Depois da chuva de denúncias da hashtag #primeiroassédio, estamos cercados pelos casos do #meuamigosecreto, a única coisa que tá sendo maior que a união das minas, é o choro dos caras.

Dentre as mil reclamações (uma mais sem vergonha que a outra), uma das que mais me chamam a atenção é acusarem o feminismo de ~separar~ e colocar as pessoas umas contra as outras.

Pela minha experiência de mulher (acho que deve valer de alguma coisa), eu nunca vi tantas garotas juntas, se apoiando e se tornando amigas, JUSTAMENTE por terem que passar pelas mesmas merdas. Em diversas situações em que estaríamos nos sentindo mal, ou até competindo pra ocupar o banquinho de ~one cool girl~ da roda dos caras, a sensação é que somos todas amigas, no mesmo barco, e que ao apoiar e sermos solidárias com uma, estamos construindo um mundo melhor para todas nós.

Mesmo o feminismo sendo um movimento heterogênio (e tem que ser mesmo), e toda uma caminhada imensa a ser percorrida, a impressão que tenho é que estamos mais amigas do que nunca, militantes ou não.

E que finalmente estamos falando e -principalmente- ouvindo umas `as outras.

Que momento incrível, migas.

—-

Toda Boa

Direção: Alexia Santi
Câmera: Melissa Sirks
Produção: Dany Neves
Produção Musical: Felipe Parra
Mixagem e Masterização: Felipe Parra
Música: Zá e Felipe Parra
Letra: Zá

Participações: Rebeca Figueiredo, Paula de Lira, Paula Herz, Patrícia Camelo, Najla Eisenmann, Monica Monteiro, Melissa Sirks, Fabiane Azevedo, Débora Cassolatto, Dany Neves, Bethania Rodrigues, Ana Paula Brito, Carol Ronconi, Alexia Santi.

 

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SIM SP colocando a mulher no seu devido lugar

Que no caso é onde ela quiser, né, mores?

Ok, do começo agora:

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A SIM SP (Semana Internacional da Música) é uma convenção internacional, que já chega `a sua terceira edição brasileira nos dias 2,3,4 e 5 de dezembro.

São shows, palestras, mesas, cases, encontros, buates, e tudo de mais incrível pra quem trabalha / quer trabalhar / não vive sem música.

Ano passado tive a oportunidade de acompanhar a convenção, e conheci o curador do festival Glastonbury AND fiquei .::miga::. do manager de turnê dos Stooges, Patti Smith, Ramones, etc.

Que – inclusive – me contou histórias incríveis de bastidores dos anos 70.

E aí que na edição desse ano já temos uma mesa absolutamente imperdível:

<3 LUGAR DE MULHER É NA MÚSICA <3

Formada por Marianne Crestani (Girls Rock Camp Brasil), Daniela Rodrigues (Foco na Missão -um dos nomes mais promissores nos bastidores do Rap Nacional), Monique Dardenne (Boiler Room/Mulheres na Música) e Kátia Cesana (Solano Produções), e mediação por Cláudia Assef, o foco são as maneiras como a mulher está inserida no meio musical. Artistas, agentes e jornalistas que trabalham com música debatem os desafios e soluções do dia a dia.

 

Anota na agenda:

Dia 05.12

Horário: das 13h `as 14:30h

Centro Cultural São Paulo

Sala Lima Barreto (99 lugares)

Mais informações e credenciamento: http://www.simsaopaulo.com/

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Zueira dos cara x Quem essa mina pensa que é?

Já falei mil vezes sobre a diferença de tratamento de gêneros quando a questão é abrir a porra da sua boca. Na Revista Café Espacial n.15, escrevi sobre sexismo na música abordando várias questões. Uma delas é se um cara falar que não gosta, e ser ácido a respeito de uma banda, ele apenas tá tirando uma onda, zueira, leva na esportiva, ~o cara é foda, ele pode, kkkk~. Se é uma garota falando A.MESMA.COISA. (na verdade por menos, muito menos), meu deus, que falta de respeito, onde já se viu, quem você pensa que é, que arrogância, mal comida que não manja nada de música, volta pra pia, devia escrever sobre maquiagem, PRENDAM ESTA MULHER

E, obviamente, pra deslegitimar o que eu tô falando, tem o argumento aff, nadavê, você que é loca com mania de perseguição, é o jeito que VC fala e blablabla.

Agora vem a parte maravilhosa: hoje, a Anna Helena, apresentadora de dois programas da Rádio Brasil 2000 (três contando com um especial que estamos fazendo juntas), dona de uma voz doce e fofa, porém de opiniões bem claras, escreveu esta bela reflexão pela manhã. E não poderia concordar mais.

Amo o Garagem. Ouvia sempre, ia `as festas, e sempre me diverti demais com o programa. Mas experimente falar as mesmas coisas.

Com a palavra, Anna Helena:

“2015 tem sido o ano do feminismo, não necessariamente de muitas vitórias e, sim, mais derrotas. Não vou entrar no anti mérito da pílula do dia seguinte ser proibida, vou falar de algo que passo praticamente 70% do meu tempo falando: Música.

Ontem, o Lúcio Ribeiro postou no seu blog que o novo vídeo das Deap Vally era coisa de “MACHO” comparando com o som do Queens of the Stone age. Eu me pergunto, música tem gênero? Ou o duo não é capaz de fazer uma música sem ser comparada com o que os machos tem feito por aí, logo música é coisa de homem? Enquanto isso, temos essa matéria feita pelo Noisey gringa: http://noisey.vice.com/blog/deap-vally-premiere-royal-jelly
E essa brasileira https://musicademenina.com.br/…/me-segura-que-la-vem-textao…/

Esse fato me fez lembrar de algumas situações que passei no meu emprego. Acho que a maioria das pessoas sabe que trabalho na Brasil 2000 e desde que entrei aqui, fui escalada para apresentar o programa de maior audiência da rádio: O Via Web, o qual os ouvintes fazem a programação. Logo no início, comentei que “odiava os Beatles” (eu sou exagerada mesmo) e, pronto, foi o bastante para eu ser xingada, linchada, queriam a minha expulsão do programa (li coisas do tipo “ela só tá lá pq é filha do dono ‪#‎sonhomeu‬) e rolou até um motim pra me tirarem do ar. Na época, achei graça pois nunca tinha pensado que não gostar de determinada banda fosse algo tão impactante.
Pois bem, o saudoso Garagem. Esse vídeo mostra o contraste de tudo que eu acabei de falar, reparem no jeito como o ouvinte ~INDIGNADÍSSIMO~ fala com os locutores.
Ué, porque raios eles podem ofender o Caetano? Antes que venham me encher o saco que eu não tenho, já aviso: Não estou comparando o som do Caetano com o dos Beatles, muito menos as proporções que ambos tem. Mas falando em termos de qualidade, o som que o Caê faz é bom, bem feito, assim como o quarteto de Liverpool. NOVAMENTE: CADA UM NO SEU ESTILO E NÃO FALANDO QUE UM É MELHOR QUE OUTRO.
Em outra situação, fui comentar que acho o Sex Pistols o cúmulo do comercial, tudo que o verdadeiro punk não é! Recebi uma ligação de um homem acabando comigo, mandando eu ficar quieta e blábláblá…

Por que será, né gente? Pelo motivo que o Lucio Ribeiro escreveu. Rock, música, opiniões, intimidação, é coisa de macho! Imagine eu que tenho uma voz de uma adolescente de 15 anos falando altos absurdos mereço mais é ficar calada né? Até parece, nunca fui de ficar quieta e isso só me deu mais forças pra continuar no ar e hoje em dia tenho um programa só meu, eu decido o que vai tocar, quantas vezes e o melhor: só música feita por mulheres, pois acredito e apoio elas.

Agora vamos as boas notícias: A maravilhosa, diva do Noise, Kim Gordon deu um retweet no meu tweet! Ebaaaaa!
Também, não tenho mais problemas com os ouvintes! Isso é o que eu mais admiro: A compreensão. Hoje em dia, somos uma família. Tá aí a prova de que todo mundo pode mudar (inclusive eu que resolvi ter um freio nas palavras), inclusive a ideia machista implantada nessa cultura alienada.”

Só não freia as palavras não, miga. Faz um ESCÂNDALO. ;D

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ME SEGURA QUE LÁ VEM TEXTÃO!!11!1

Mentira, não sei fazer textão :(

Porém, berrar na frente do computador não vai adiantar nada.

Mas é impossível não ter um micro heart attack com um título desses. Em pleno 2015. PRINCIPALMENTE na semana em que manifestações feministas são capas de duas revistas imensas.

COM DEAP VALLY NO MEIO.

VÍDEO DE MACHO™

VÍDEO.DE.MACHO™

V.Í.D.E.O. D.E. M.A.C.H.O.™

V

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D

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D

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M

A

C

H

O

V1D30 D3 M4CH0™

Costumo falar que as garotas do duo Deap Vally são uma espécie de Runaways contemporâneas. Desde que surgiram elas fazem um som sujo, pesado, poderoso, garage-alternativo (INDIE NÃO, NOT TODAY, SATAN) com inspiradoras letras de .::meus mais sinceros foda-se::. Walk of Shame, Gonna Make My Own Money e Bad For My Body são apenas alguns exemplos.

Gonna take a walk of shame
Baby I don’t feel no blame
Cause I got places to go
But I got no change of clothes

Yes, I’d marry a rich man
Find a rich one, if you can
Daddy, don’t you understand?

I’m gonna make my own money, gonna buy my own land

Doing things that are bad for my body
Doing things that are bad for my wealth
Doing things that are bad for my credit
‘Cause I can’t help myself

If our mothers only knew
The trouble that we get into
Mother, if you only knew
But Mother Dear you did it too

Da mesma forma que taxar que tal coisa é ~música de menina~ e muitas vezes de uma maneira desmerecedora, ao decretar que o trabalho das garotas é um ~vídeo de macho™~, você nega o direito de absolutamente tudo, eu disse tudo, que está lá `as mulheres. Consciente ou inconscientemente, foda-se, problema seu.

A questão é que esse sexismo reforça preconceitos e rega o machismo enraizado que fecha as portas, e faz da vida de toda garota que se mete a se envolver com música, fora dos padrões estabelecidos, 01 inferno.

E -sinceramente- se as duas ouvissem um lance desses, quebrariam a cara do jornalistão. Mesmo com uma delas…grávida. :)

O vídeo de macho™ em questão é esse:

Ps: “Ay, mas o cara falou isso pq a mina tá de blazer e não pode falar mais nada, quanto mimimi, esse mundo tá cada vez mais chato e…” 

…e saia do meu blog agora. Eu disse A-GO-RA, antes que eu perca a paciência.

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Sem Título.

Escrever.

Eu preciso escrever.

De todas as agonias, ter que escrever e não conseguir é a das que mais me tiram o sono. Um desconforto físico. E com as mãos atadas por um bloqueio mental, como não piorar tudo se rendendo `a culpa enquanto a fila do que você deveria (ou poderia) fazer só aumenta?

Por favor, não me venham com técnicas. Arrumar a mesa? Espairecer em um parque? Ir a um café? Mudar a rotina? Criar uma rotina? Exercícios de escrita criativa? Pfvr, não.

Não preciso mencionar quantos filmes ruins começam com um ~escritor com bloqueio mental se muda para uma pacata cidade procurando inspiração para seu novo livro depois de uma série de fracassos~.

Me pergunte como disfarçar o constrangimento de cair em um clichê, de uma profissão clichê, justamente na idade mais clichê da vida adulta.

Vida adulta low budget compulsória clichê, diga-se de passagem.

[pausa para o momento clichê do texto de não saber como concluí-lo, enquanto olho pra tela me perguntando se ele é realmente necessário]

[ainda durante o bloqueio do texto sobre bloqueio, procuro uma imagem clichê para ilustrá-lo]

[releio o texto para ver se ainda faz sentido publicá-lo]

[começo a me perder em pensamentos que não ajudam em nada]

[tento decidir qual é o melhor lugar para adicionar a imagem]

[percebo a sensação crônica de ver a vida e suas oportunidades passando, enquanto não consigo nem elaborar uma frase a respeito]

[me dou conta de que esta é a hora de encerrar o texto já que tudo pode ser piorado]

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